
Quarenta anos se passaram após a primeira turma. Este ano, a escola voltada à educação infantil formará a turma de número 41. A unidade recebe crianças de quatro meses a 5 anos. Se hoje a "Pinguinho de Gente" é sinônimo de sucesso, um nome em especial deve ser lembrado - o de sua idealizadora, Delmira Silva Oliveira (mais conhecida como Vovó Miruca). "Ela não era educadora, mas trabalhava com a pedagogia do amor", cita Patrícia Carvalho Dantas Levy, que é proprietária e diretora da escola.
Tudo começou no ano de 1970 com dona Delmira (já falecida) e suas duas filhas - Célia Tereza (falecida) e Maria Aparecida. Elas, sim, eram educadoras. Trabalhavam em escolas do município, mas também dedicavam muito tempo à "Pinguinho de Gente". Num período, trabalhavam fora e em outro, na escola da família. "É uma história de família e de muito orgulho. Até hoje, a administração é feita pelos familiares", comenta Patrícia, que é casada com um neto de "Vovó Miruca".
É este trabalho familiar e de dedicação que dá motivação a quem dirige a escola atualmente. "Nossa proposta é seguir esta história com muito amor", fala. A "Pinguinho de Gente" é uma das poucas escolas fundadas num passado distante que ainda continuam com as portas abertas. E pronta para receber novos alunos a qualquer momento.
RECREAÇÃO
As atividades não param. As férias, por exemplo, são sinônimo de recreação para as crianças. "É um período para os alunos descansarem", diz a diretora. Se os professores estão curtindo suas férias, uma outra parte da equipe não. São funcionários que cuidam dos pequenos nesta época de descanso e diversão sem abandonar o ambiente escolar. "A maioria das crianças de até 3 anos continua conosco nas férias, pois seus pais trabalham", observa.
Na volta às aulas, marcada para o dia 2 de agosto, os frequentadores da "Pinguinho de Gente" darão sequência a um projeto voltado à voz. Terão palestras com dentista e fonoaudióloga. Estes profissionais focarão a importância de se abandonar a chupeta. A apresentação de um teatro, em junho, já surtiu efeito. Patrícia revela que um terço de uma classe conseguiu deixar a chupeta de lado. "Mostramos os malefícios".
A escola recebe novos alunos o ano todo. Quem quiser se matricular no segundo semestre já pode. Apesar da abertura de vagas o ano inteiro, Patrícia revela que as classes trabalham com um número limitado de alunos. "Esta limitação se faz necessária, uma vez que se trata de uma etapa importante da vida das crianças. E elas precisam de atenção", cita.
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