Abaixo os muros e adoção de cercas: com maior visibilidade de dentro da escola, a direção da Emeief Maria Aparecida Luca Moore, no Jardim Aeroporto, pretende estreitar as relações com a comunidade. A medida, apesar de cara, é também uma forma de conscientizar os moradores e inibir ações de vandalismo.
Outros itens motivaram a mudança: o visual e o aproveitamento de espaço. Com os muros abaixo, as cercas serão mais próximas da rua, abrangendo uma área que até então fica do lado de fora da escola. “Qualquer um pode pular muros ou pichar sem ser visto. Mal-intencionados pensarão duas vezes antes de entrar. Com as grades, as pessoas têm maior acesso visual, mas também são convidadas a participar das atividades da escola”, diz a coordenadora Valéria Maria Pires da Silva.
Apenas uma parte foi concluída há cerca de um mês, próxima à quadra da escola, o que garantiu alguns metros a mais de espaço, que receberão brinquedos. O trabalho soma R$ 18 mil, custeados em parcelas com verba da escola, incluindo a contribuição de pais, ainda que pouca. Já os brinquedos são comprados pela Secretaria da Educação. Não há previsão para o trabalho no restante da extensão do muro.
“O principal é que a comunidade tenha consciência de que a escola é mantida com dinheiro público, de seus impostos, daí a importância de conservá-la. Temos uma ótima relação com os moradores, mas infelizmente sempre há exceções. No entanto, desde a troca, ninguém tentou pular ou arrombar as cercas”,
FÉRIAS NA ESCOLA
Em plena época de férias, o local recebia várias crianças na tarde de ontem, tanto com futebol na quadra como no pingue-pongue do pátio, além do laboratório de informática. São cerca de mil alunos, de 3 a 14 anos, vindos dos bairros Ernesto Kühl, Aeroporto, Lago, Las Palmas e São Lourenço. Há ainda alunos de projetos desenvolvidos na escola como Projovem e Emes. “É um modo de tirar a criança da rua, evitando o mau caminho”, lembra Valéria.
Alunos aproveitam a oportunidade, que facilita também a rotina das mães que trabalham. “Se não ficassem na escola, ficariam sozinhos durante as férias, já que trabalho”, diz a cozinheira Lourdes Soares de Abreu, 32, que tem três filhos que frequentam a escola, dois deles alunos.
“Gosto de brincar e praticar esportes, por isso venho aqui, mesmo nas férias”, disse Cássio Camaro de Sá, 12, que já não estuda mais no local. Carlos Roberto de Campos, 16, também já passou para outra fase do ensino fundamental
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