A Fifa divulgou ontem o que ela considera o time dos sonhos de atletas que disputaram a Copa da África do Sul. Os 11 atletas, de várias nacionalidades, foram escolhidos pelos membros do Clube fifa.com.
Confira o Time dos Sonhos da Copa do Mundo 2010.
Iker Casillas: O erro do goleiro na partida de estreia contra a Suíça, que acabou com a derrota da Espanha, deu mais argumentos aos seus críticos. Seis atuações impecáveis na sequência, porém, mudaram por completo esta impressão inicial. Casillas defendeu um pênalti e fez mais duas grandes defesas na vitória das quartas de final sobre o Paraguai. O seu reflexo rápido também foi fundamental para que os espanhóis superassem a Holanda na final, garantindo o quarto triunfo consecutivo por 1 a 0. Por isso, ele levou a Luva de Ouro Adidas, com 41% dos votos - 29 pontos a mais do que o segundo colocado.
Philipp Lahm: O jogo impecável do lateral-direito e a sua influência como capitão-substituto foram fundamentais para a inesperada campanha da Alemanha rumo ao terceiro lugar. O atleta, de 26 anos, pode até não intimidar os adversários com o seu 1,70m de altura, mas exibe grande habilidade para roubar a bola com categoria, sem precisar recorrer à força. Além disso, Lahm dá passes sempre com inteligência e, por tudo isso, recebeu 43,81% dos votos, tornando-o o único integrante do último Time dos Sonhos da Copa do Mundo a ser reeleito neste ano.
Carles Puyol: O zagueiro, de 32 anos, talvez não estivesse na sua melhor fase durante a primeira etapa do Mundial, mas logo conseguiu recuperar a grande forma que exibiu nas campanhas vitoriosas do Barcelona e da Espanha nos últimos anos. Puyol marcou o gol da vitória na semifinal contra a Alemanha, superando a zaga e acertando uma cabeçada indefensável para o goleiro Manuel Neuer. Ao mesmo tempo, o seu incansável trabalho na defesa foi fundamental para que ninguém vazasse o gol espanhol em cinco dos sete jogos na campanha do título.
Maicon: Em dificuldades na sua estreia no Mundial, o Brasil precisava de algo especial para dobrar a Coreia do Norte. Foi exatamente o que o camisa dois da seleção fez: marcou um gol com um chute de um ângulo impossível e ajudou os brasileiros a começar a sua campanha com o pé direito. As rápidas subidas do lateral pela direita deram muita dor de cabeça aos adversários. O bom trabalho de Maicon na marcação também lhe garantiu 31,45% dos votos.
Sergio Ramos: Defensor inflexível, mas também muito criativo no ataque, o número 15 da Espanha foi o vencedor do Índice Castrol. Ele conseguiu segurar craques - como Cristiano Ronaldo e Lukas Podolski - e criou um importante corredor pela direita na saída de bola da seleção de Vicente del Bosque. Por isso, recebeu 30,21% dos votos dos usuários.
Wesley Sneijder: Os 60,60% dos votos e a segunda posição no quadro geral desta eleição são um indicativo do que o meia-atacante holandês apresentou na África do Sul. O jogador, de 26 anos, buscou a bola constantemente e, quando a recebia, tentava sempre abrir espaços. Além disso, foi o artilheiro da sua seleção, com cinco gols, incluindo ambos na vitória sobre o Brasil, por 2 a 1, nas quartas. O atleta da Inter de Milão também deu um passe excepcional para deixar Arjen Robben na cara do gol na decisão. O seu companheiro de seleção pode até ter perdido a chance, mas Sneijder não deixou passar a oportunidade de brilhar na Copa do Mundo.
Bastian Schweinsteiger: O atleta, de 25 anos, alcançou a sua maturidade futebolística na África do Sul. Ele correu 79,8 km em campo - distância só superada pelo espanhol Xavi -, fez cortes decisivos e confirmou a sua grande qualidade no passe. Além disso, oferecia orientação e ânimo à equipe desde a sua posição no setor defensivo, fazendo as vezes de capitão informal do conjunto alemão. Teve atuações excelentes nas vitórias sobre a Austrália, Inglaterra e Argentina. Assim, ficou com 39,96% dos votos.
Andrés Iniesta: O homem certo aparece na hora certa. Quando a decisão da Copa do Mundo chegava ao final da prorrogação sem que o placar tivesse sido aberto, o craque espanhol dominou a bola com perfeição dentro da área e tocou para o fundo da rede, na saída do goleiro holandês Maarten Stekelenburg. Iniesta também se sobressaiu no caminho da Espanha rumo à final, mostrando a sua grande habilidade e dando passes inteligentes.
Xavi: Cérebro da Espanha, ele correu mais e deu mais passes (alguns deles extraordinários) que qualquer outro jogador na África do Sul. Por isso, a peça-chave da Seleção Espanhola recebeu 36,96% dos votos.
David Villa: O atacante do Barcelona esteve sob pressão durante todo o torneio, mas mesmo assim brilhou. Foi um dos artilheiros da competição, com cinco gols - entre eles, os decisivos contra Portugal, nas oitavas, e Paraguai, nas quartas. O fato de ter conseguido a mais alta porcentagem de votos (61,33%) já diz tudo sobre a sua atuação na África do Sul.
Diego Forlán: Ficar entre os quatro melhores colocados era uma tarefa hercúlea para o Uruguai. Aos 31 anos, porém, Forlán assumiu este necessário papel de herói da sua seleção. Marcou cinco gols e a sua dedicação ao grupo (de quem foi fonte constante de motivação) lhe valeu a Bola de Ouro Adidas e uma vaga garantida neste Time dos Sonhos.
Vicente del Bosque (técnico): Algumas das suas decisões foram questionadas. Todas, porém, acabaram sendo justificadas pela conquista do troféu mais cobiçado do futebol mundial.